Pós-operatório - Dicas

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Pós-operatório

Hoje você come para sobreviver, então escolha direito os alimentos que contenham vitaminas já que você come bem menos.
Não coma assistindo televisão, a falta de concentração na comida faz comer mais do que você precisa e com certeza passará mal.
Coloque a comida na boca e descanse o talher, parece bobagem mas o vício de comer depressa leva ao vômito.
Tome primeiro o líquido e depois coma o sólido, lembre que o seu estômago tem o formato de um funil, se comer e depois beber, o líquido não cabe e você vomita. Ex. Beba o leite e depois coma o pão.
Cuidado com as verduras, corte elas em quadrado e mastigue bem, pois a couve refogada é complicado passar pelo anel. Mastigue bem antes de engolir.

O arroz tem que estar bem cozido, cuidado para não estar comendo muito carboidrato e pouca vitamina. Coma sempre o alimento mais rico em vitaminas e depois o carboidrato. Ex. Coma a carne, a salada e se sobrar espaço coma o arroz.
Se perceber que vai passar mal com doce tome um copo de suco de laranja puro, e espere passar, pois o doce é um problema para todos e ainda bem que passamos mal, pois o açúcar não faz nada bem para o nosso corpo. A carne é muito importante para a nossa vida, ela é prima irmã da célula do sangue. E o que quer dizer isso? Quer dizer que evita a famosa Anemia.

Dieta do Pós-operatório

Período 1 - Dieta líquida
Nesta fase o paciente deve ingerir exclusivamente líquidos, aproximadamente 150 a 300 ml por refeição. O tipo de líquido deve conter uma quantidade razoável de nutrientes, devendo para isso ser bastante variada. Pode-se tomar chás, leite desnatado, iogurte light, sucos de frutas ou vegetais (cenoura, tomate, beterraba), sopas (de verduras, frango ou carne), mingaus, gelatinas, etc.
É importante que a dieta seja fragmentada por todo o dia, de forma que não sinta fome entre as refeições, nem sobrecarregue o estômago em uma única tomada. Como o apetite nesta fase costuma ficar bastante diminuído e as alternativas fornecidas pela nutricionista são bastante variadas, este período é muito mais agradável e confortável do que se imagina. Não se pode neste período, sob nenhuma hipótese, ingerir alimentos sólidos nem tomar grandes volumes de líquidos de uma só vez, sob pena de complicações graves.
Período 2 - Dieta Pastosa - Purê
Esta fase se inicia no 15o dia pós-operatório para a banda, e no 30º para a cirurgia de Capella. As refeições com consistência semelhante à de purê devem ser tomadas em pequena quantidade. Purês de batata, aipim, abóbora, e outros vegetais podem ser usados, bem como frutas amassada, carne moída, sopas com pequenos pedaços de legumes e arroz.
Sucos e chás devem complementar a alimentação diária, com os líquidos sendo administrados nos intervalos entre as refeições. Os alimentos prontos comercializados para bebês (potinhos) também podem ser consumidos, por apresentarem a consistência ideal e possuírem nutrientes ricos em vitaminas e proteínas. A quantidade total de líquidos administrados a cada dia deve ser de pelo menos 1500 ml, divididos em várias tomadas - 200 a 300 ml de cada vez.
O alimento pastoso também deve ser fracionado em porções de 100 a 150 g, perfazendo um total de + 600 g por dia. Essa dieta irá perdurar até haver um conforto que permita a adição de alimentos sólidos, o que leva cerca de 45 dias na banda e 60 no bypass.
Período 3 - Alimentos de fácil mastigação
Refeições de consistência normal já podem ser introduzidas na dieta. As porções devem, contudo, ser mantidas pequenas, e os líquidos tomados apenas nos intervalos das refeições.
É extremamente importante mastigar os alimentos até que estes se encontrem completamente triturados, quando então podem ser engolidos. As refeições devem ser feitas em 3 a 5 horários diferentes, mantendo-se variantes de baixo teor calórico e alto teor protéico. Devido a sua consistência muito dura deve-se evitar alimentos grelhados e assados, dando-se preferência aos cozidos.
Recomenda-se cortar as carnes em pequenos pedaços, e deve-se reservar um tempo longo para que as refeições sejam feitas sem pressa, permitindo uma boa mastigação e uma ingesta de pequenos bolos a cada deglutição. Verduras e legumes cozidos são melhor tolerados que os crus.
Período 4 - Comer com calma e mastigar bem os alimentos
Nesta fase cada um pode fazer seu próprio cardápio, dentro dos princípios básicos de ingerir alimentos de baixo teor calórico. A mastigação lenta, e a tomada de pequenos bolos a cada vez, devem se transformar em uma rotina para evitar vômitos e regurgitação (golfadas). Deve-se evitar fazer outras coisas como ler ou ver televisão enquanto se come. As refeições devem conter adequadas quantidades de proteínas, carboidratos e vitaminas, e devem ser divididas ao longo do dia.
Evite deitar após as refeições, bem como ingerir líquidos enquanto se come. Os pacientes ocasionalmente podem vomitar ou sentir algum desconforto após as refeições. Isto pode ser causado por maus hábitos alimentares, ou por uma insuflação excessiva da banda. À medida que começa a comer lentamente e a mastigar adequadamente os alimentos, o paciente vai aprendendo a conhecer os limites de seu novo estômago.
Temos observado que alguns pacientes tentam "driblar o efeito da cirurgia" ingerindo alimentos pastosos e líquidos em grande quantidade. É bom lembrar que a saciedade será maior com alimentos sólidos e, como o que pretendemos é diminuir a ingesta para perder peso, as refeições devem basear-se em alimentos "mastigáveis".
Cabe ainda salientar que o açúcar é o grande inimigo da perda de peso. Para promovermos grandes resultados é importantíssimo que sejam utilizados alimentos sem açúcar, principalmente durante o primeiro ano. Certos alimentos não são facilmente tolerados no pós-operatório e devem ser ingeridos com mais cuidado ou então triturados para que possam ser mais facilmente digeridos. São alimentos que podem ficar impactados na passagem entre o pequeno reservatório gástrico e o restante do estômago, possibilitando a obstrução e a ocorrência de vômitos. Os alimentos que devem ser utilizados com mais cuidado são vegetais fibrosos como abacaxi, laranja, tangerina, brócolis, etc; sementes do tipo da castanha, amendoim, avelãs, etc. Muitos pacientes referem grande dificuldade para ingerir carne vermelha, peito de frango, pão e outros alimentos que tendem a formar massas mais compactas, exceto quando mastigadas muito cuidadosamente e em pequenos pedaços. O álcool é uma grande fonte energética devendo sempre ser evitado. Após a fase de adaptação, o paciente vai aprendendo a interpretar os sinais de seu estômago e a conhecer aqueles alimentos mais toleráveis.

Fonte:
Cirurgia do Emagrecimento

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