Navegando encontrei....Fiz cirurgia bariátrica. E agora?

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Navegando por ai, me deparei com este artigo na internet, achei muito interessante e vou colocar alguns trechos aqui, para quem quiser ver na integra  o link é: Viva Saúde online


Vale a pena ler , quem fez ou quem ainda vai fazer a bariátrica. fica a dica.

O titulo da matéria é: 


Fiz cirurgia bariátrica. E agora?
A fila do SUS para reduzir o estômago ficou mais rápida. E a procura pela cirurgia é feita tanto por adolescentes quanto por idosos. Infelizmente, muita gente desconhece todas as dificuldades que vêm depois da cicatriz e nem está preparada para enfrentá-las


Vontade x Necessidade
Outro passo importante antes, para reduzir permanentemente o estômago, é a realização de uma série de exames, entre eles os laboratoriais (glicemia, colesterol, triglicéride, pressão arterial, dosagem de vitaminas), a ultrassonografia abdominal e pélvica e a endoscopia digestiva.



A OPERAÇÃO NÃO É UMA VARINHA DE CONDÃO, NÃO FAZ MILAGRE. MUITO DO RESULTADO DEPENDE DE VOCÊ. TEM QUE FAZER ACOMPANHAMENTO MÉDICO, NUTRICIONAL, PSICOLÓGICO, TER MUITA CORAGEM E DISCIPLINA. Desde os 15 anos fiz todos os tipos de dietas e exercícios, tomei chás, sopas, fórmulas, remédios... Emagrecia e engordava tudo de novo. Isso me deixou cada vez mais isolada em casa. Passei três anos na frente do computador, com medo da vida. Comecei a ter pressão alta e pré-diabetes. Na volta da cirurgia, morrendo de dor, me arrependi. No primeiro mês, só me alimentando com líquidos, foi uma barra. Tive anemia e ainda não consigo comer certos alimentos. Mas, com o apoio do grupo multidisciplinar, comecei a enfrentar as dificuldades. Agora saio, paquero, curto meus amigos. Mudei de emprego, fui atrás da minha vocação. Outro dia, vesti até um biquíni...
FOTOS: ARQUIVO PESSOAL
Antes
Depois
Débora Podda, radialista, 32 anos.
Peso antes: 120 kg.
Peso depois: 55 kg.
Técnica: Capella.




BEBIDAS ALCOÓLICAS FICAM PROIBIDAS 
Estudo apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica sugere que a cirurgia altera a maneira com que se metaboliza o álcool no organismo. A mesma dose de vinho tinto foi oferecida para 19 pacientes operados e 17 pessoas que não passaram pela cirurgia. O nível de álcool foi medido a cada cinco minutos e os operados chegaram a um pico alcoólico na respiração de 0,08% contra 0,05% do outro grupo. Eles também levaram mais tempo para eliminar todo o álcool, uma média de 108 minutos. Já os não operados zeraram a quantidade de da bebida em 72 minutos.



POR QUE PENSAR DUAS VEZES ANTES DE OPERAR

Opinião do cirurgião
“Alguns pacientes candidatos à cirurgia podem ter, por exemplo, um tumor na glândula supra-renal que leva ao acúmulo excessivo de gordura. Assim, um estudo das glândulas endócrinas tem que ser realizado antes da decisão cirúrgica.”
Roberto Frota-Pessôa, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica
Opinião do endocrinologista 
“O ser humano esteve mais tempo passando fome do que se alimentando durante a história. Então o organismo naturalmente procurou se adaptar às condições precárias e a aperfeiçoar seus mecanismos de defesa contra a inanição — mecanismos estes sobre os quais ainda não conhecemos tudo. A natureza sempre dá um jeito de não desperdiçar nada do que ingerimos.” Márcio Mancini, do Hospital das Clínicas (FMUSP)
Opinião do cirurgião especialista nas paredes digestivas 
“Muitos dos obesos que fazem a redução do estômago, independentemente da técnica utilizada, voltam a ganhar peso. Esta possibilidade tem desanimado muitos dos candidatos a este tipo de intervenção.”
Thomaz Szegö, do Hospital Albert Einstein
Opinião de psicólogos e psiquiatras 
O conhecimento do perfil psicológico do paciente é fundamental para ajudá-lo durante a internação e no pós-operatório. Distúrbios como compulsão alimentar têm que ser tratados antes da operação, já que depois não será possível a ingestão desta quantidade de alimentos e provavelmente o ex-obeso possa descontar esse ato compulsivo em outras áreas da vida.
 RECENTEMENTE, CONSTATARAM UMA ANEMIA PROFUNDA. ALÉM DE O MEU ORGANISMO ABSORVER MENOS NUTRIENTES, CORTEI ALIMENTOS CALÓRICOS POR MEDO DE ENGORDAR. Eu beirava os limites da obesidade mórbida. Decepcionada esteticamente e com baixa auto-estima, tinha dores terríveis nas articulações por causa do sobrepeso e já havia suspeita de trombose. Em janeiro, fiz a cirurgia e tive uma recuperação excelente. Mas a mudança de vida é radical, por isso tenho acompanhamento psicológico. Hoje, como de tudo, mas bem pouco e tenho intolerância a alimentos mais pesados e gordurosos. Meu médico está dosando as vitaminas que preciso, enquanto eu tento enriquecer o meu prato com alimentos mais nutritivos.
Lurdes Kroll Domingues, analista de seguros, 50 anos.
Peso antes: 96 kg.
Peso depois: 71 kg.
Técnica: Scopinaro.
 


E o que vem depois?
A maioria das pessoas acha que o único sacrifício após a cirurgia será a mudança de hábitos à mesa, o que inclui a adoção de uma dieta líquida ou pastosa nos primeiros meses após a operação e, depois, um adeus definitivo àquelas reuniões de família regadas a macarronada, churrasco e outras guloseimas... Não é só isso.




“A cirurgia bariátrica nada mais é do que uma subnutrição programada, por meio da qual o paciente perderá peso mantendo a boa disposição e com a garantia de que não lhe falte vitaminas nem desenvolva anemia profunda e osteoporose”, explica o endocrinologista Márcio Mancini, do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
Por isso, será muito importante a realização constante de exames laboratoriais após a redução do estômago. Esse acompanhamento ajudará a controlar os riscos de complicações, desde uma deficiência de nutrientes até anemia profunda e acúmulo de líquidos em tecido subcutâneo devido à falta de proteína.
“Se o médico não entende como funciona a cirurgia, pode negligenciar e não pedir todos os exames necessários. Ao longo do tempo, em 10 ou 15 anos, portanto, podem surgir conseqüências mais graves decorrentes dessa falha”, avisa o médico Márcio Mancini.


OBS: Esses são os trechos que achei bem legais de se ler e saber, mais uma vez a fonte do artigo é: Viva Saúde online nada são flores, mais compensa, mais o que compensa para mim pode não compensar para outra pessoa então é um questão realmente bem pessoal a decisão de falar "eu vo fazer"

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